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Coador de Pano

Ricardo Ferraz*

Um momento grave - Parte 1

A história dos países comprova: Sempre que uma situação ameaça reverter para outro rumo, fugindo daquele estabelecido por tradições, crenças e regime político de seus povos, uma reação se manifesta. Mesmo que essa reação seja de uma ínfima minoria, ela não deixa de ocorrer. E será tão necessária, ou tão retumbante, embora às vezes inútil, quanto a gravidade do novo rumo, proposto pela esmagadora maioria que o deseja. Inclua-se nessa esmagadora maioria o número dos novos arregimentados pelos cabeças da nova ordem proposta.
A última pesquisa de avaliação do IBOPE, deu que só 4% do eleitorado brasileiro consideram o governo Lula, ruim ou péssimo. Vivenciando o pensamento acima me apressei em tornar pública minha inclusão naquela parcela. Não pretendo com isso apenas expressar uma opinião. Antes, desejo que, como nos artigos que tenho escrito nesta coluna, um alerta seja dado ao país pelo embuste que se declara iminente. Justificando o termo embuste, apelo de novo para o que acabo de escrever acima: estão ameaçando nossas tradições, ameaçando nossas crenças, e o pior, estão – sorrateiramente – ameaçando nosso regime político. Do Estado Democrático que vivemos, acenam com a mudança paras um regime totalitário, chegado ao falido comunismo. Querem me contestar? Lembrem-se de quem foi Dilma Roussef nos primórdios de suas investidas: uma terrorista das facções de esquerda, que em pretexto de um enfrentamento com a ditadura militar, deu grandes mostras de sua sanha extremista. Para ficar num só exemplo, relembrem o episódio da bomba no QG do II Exército. De outro lado, lembrem-se que o “pai da criança”, o senhor Lula, não se cora em declarar amores para com os baluartes das esquerdas pelo mundo afora, em especial por aqui, na nossa bolivariana América Latina.
Segundo o T.S.E. já somos 130.469.549 eleitores. Pela matemática, os tais 4% se resumem em 5.218.878 eleitores, quer dizer, apenas a soma do colégio eleitoral de São Paulo e parte do Rio (Estranho, não?). Daí, a seguir pelo pressuposto, diante da aversão que tenho pela camarilha petista, e sua oportunista “proposta de governo” ouso declarar que, ainda que restasse um único brasileiro, ao invés dos 4% atuais, este partilharia comigo a companhia, ainda que ficássemos então, reduzidos ao 0,0000076 %...
Assim escrevi, e assim o atesto, porque tenho um pouquinho de formação intelectual para perceber que o grande desastre desse governo ainda está por vir. O momento, se bem comparado, é o da euforia dos drogados. Está todo mundo eufórico (menos os 4%) com o novo “milagre econômico” da era Lula, essa verdadeira overdose de cocaína, empurrada nariz adentro de nossa população, pelo cinismo do atual governo. O caos está vindo a galope. O crescimento da violência, pela falência de nossas Instituições de Segurança, mais a falência de nossa Educação, mais a falência de nossa Saúde Pública (sem abordar outras muitas falências) estão nos conduzindo ao apocalipse do “país do futuro”.
Assim escrevi, e assim o atesto, porque sendo vivente de uma tradição cristã, dentro de um intransigente sentimento de apego a democracia, não aceito o oportunismo dessa cambada de aventureiros, que não raro se locupleta nas tetas da nação, cuidando cada qual de “fazer sua própria cama”.
Assim escrevi, e assim o atesto, porque tenho um “espinho na carne”, trazido do berço e que se chama honestidade, que não me deixa aceitar tanta corrupção num só governo. Esta é um dragão das eras modernas, soprando fogo pela venta, aterrorizando a todos que almejam por princípios puros para nossas vidas.

- Prezados leitores, dada a extensão do presente texto, resolvi dividi-lo em duas partes. Desculpem pela incômoda providência. Na semana que vem,irei concluir minhas ponderações . Até lá.


O acadêmico Ricardo de Campos Ferraz apresentou seu novo livro durante a reunião mensal da ACL-Academia Caçapavense de Letras.
A obra “O Canto do Acauã” é um romance que mistura também aventura e ficção e conta a história de Patrícia, a toda poderosa herdeira do grupo Schimidt, uma cadeia de supermercados e fazendas. O enredo fala da ação do destino quando alguém reluta contra o bem e o amor.
Os pedidos da obra podem ser feitos diretamente com o autor pelo e.mail ricardaoartesao@gmail.com ou pelos telefones (12) 3653.1779 ou 9725.4413.

Ricardo e a presidente da ACL, Lourdes Mesquita

*Ricardo Ferraz – Aposentado, artesão, escritor, membro da
Academia Caçapavense de Letras. e.mail: ricardaoartesao@gmail.com

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